O chocolate no Brasil pode mudar — entenda o que está em discussão e o impacto no seu negócio
- Sincabima

- há 22 horas
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Uma mudança importante está em andamento na indústria de alimentos — e ela pode impactar diretamente a forma como produtos à base de chocolate são formulados, rotulados e comercializados no Brasil.
Trata-se do Projeto de Lei nº 1.769/2019, que propõe estabelecer critérios mínimos para que um produto possa ser denominado “chocolate”.
O que o projeto propõe:
Para ser considerado chocolate, o produto deverá conter:
• Mínimo de 35% de sólidos de cacau
• Pelo menos 18% de manteiga de cacau
• Limite de até 5% de gorduras vegetais substitutas
Para outras categorias:
• Chocolate ao leite:
→ mínimo de 25% de cacau + 14% de leite
Transparência ao consumidor
O projeto também prevê que o percentual de cacau seja informado de forma clara na rotulagem, facilitando a compreensão do consumidor sobre o produto que está adquirindo.
Importante: o projeto ainda não é lei
O texto já foi aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados em momentos diferentes. Como houve alterações durante a tramitação, o projeto ainda precisa passar por nova análise antes de seguir para sanção presidencial.
O que isso significa para o seu negócio
Mesmo ainda em tramitação, o projeto já sinaliza uma tendência clara do mercado:
👉 Maior exigência por qualidade e composição real
👉 Redução do uso de substitutos de cacau
👉 Necessidade de mais transparência na comunicação com o consumidor
E isso pode impactar diretamente:
• Formulações atuais
• Custos de produção
• Posicionamento de marca
• Adequação de rótulos
Mais do que uma exigência futura, um movimento de mercado
Independentemente da aprovação final, o cenário aponta para um consumidor mais atento à composição dos produtos e mais exigente quanto à qualidade.
Empresas que se anteciparem a esse movimento terão mais facilidade de adaptação e poderão transformar essa mudança em vantagem competitiva.
Seguimos acompanhando a evolução desse tema e trazendo atualizações para apoiar decisões mais seguras e estratégicas no setor de alimentos.
Sorrailla Abrão Engenheira de Alimentos
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